quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Berlim

Vamos mais uma vez,
centro do meu corpo,
não duvide da tua existência.

Essa que flutua,
determina tua sina,
e enruga o tal tecido
do espaço com o tempo.

Escala a tua
própria colina,
coluna ereta
de história,
minha memória,
minha cabeça.

Membro que se
parece com ela, a alma.
Exalta logo algo, fogo,
branco, sincero, vago.

Olho em você.
Você se vê
de cima assim.
Uma casa,
uma sombra,
um quintal.

Sigo sua boca,
silhueta dela,
pelo palato.
Olhos baixos.
Mãos cerradas.
Cabelos
estes que são seus,
ao sopro morno do vento.

Eis que não chegamos
nessa cidade.
Agora é só aqui.
Você mais uma vez
morrendo em mim.

Céu azul no fundo.
Se lembra?
Nada tão longe.
É mesmo você
renascendo
do alto
como aquela cor
livre das tempestades.




https://www.youtube.com/watch?v=a66Zm7sy6Mg





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